domingo, 10 de julho de 2011

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

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17/05 LANÇAMENTO OFICIAL SITE FILME APARIÇÕES DE MATHEUS MORAES AGUARDEM!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ator tem que nascer Ator

Gente temos que concordar em uma coisa
Ator tem que nascer Ator,assim como Músico,Jogador de Futebol etc.
Não adianta escolinhas de teatro e cursinhos caça-níqueis jamais formarão ator,tem que estar no sangue,na alma no espiríto,falo isso com a maior tranquilidade do mundo,poís as experiências que tive tanto no teatro como no cinema me provaram isso,a pessoa quando não tem a raça,não adianta insistir,é tudo falso é horrível a atuação destes seres e não venham me falar que se pode sim formar um ator,tem que nascer tem que vir de berço,existe sim a possibilidade de trabalhar as habilidades individuais de cada um até aí respeito a opinião ,mas dizer que voce pega uma pessoa crua e a transforma num ator através destes cursinhos medíocres isso é o fim da picada.
Por Favor meu Deus livrai-nos deste mal.

Monica Iozzi vergonha de Ribeirão

Uma Vergonha para a cidade de Ribeirão Preto,total falta de talento,ta na cara que aquilo foi um teste de sofá ou algo parecido,a moça não tem sal nem açucar o que a difere da pré candidata do PT Dilma Roussef é só a idade,pois a mesma não tem brilho nenhum,antes ter selecionado aquele Marcel oliveira que pelo menos tem mais carisma que ela e é muito mais espontâneo,não que eu seja seu fã mas era uma melhor opção para representar nossa cidade.
Essa moça deve ter saido de alguma escolinha de interpretação caça níquel de Ribeirão ou algo parecido,já não assistia muito este programa CQC agora com essa aberração de Ribeirão muito menos.
Continuo com minha campanha Diga Não aos Talentos Fabricados!!!!!!!!
Por Hoje é Só Fuiiiiiiiiiiiiii

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Terror Oriental

Tenho assistido a muitos filmes de horror asiáticos e tenho gostado imensamente. Eles estão resgatando o gênero, inventado pelo cinema ocidental, como o alemão e o americano, um estilo autenticamente cinematográfico. Contudo, principalmente Hollywood – mas também algumas outras produções ocidentais – diversificaram tanto o gênero do horror que ele já não tem mais aquelas características originais que o firmaram como tal.
O cinema de horror ocidental tinha monstros, fantasmas, suspense, susto, medo, lendas, estórias que mexiam com a nossa imaginação, como quando crianças ouvíamos as estórias de fantasmas do bairro. Hoje em dia – digamos de Jason, Krugger e Hannibal Lecter para cá – eles vêm recheados de sangueira, uma retalhação de gente sem fim, tortura, perseguição por “mérito” entre outros. As matanças de Sexta Feira 13 ou Hora do Pesadelo chegaram a tal absurdo que com o tempo quem assistia achava mais engraçado do que medonho, além de serem altamente previsíveis. Mas a partir de, talvez, O Silêncio dos Inocentes o horror carnificina recobrou sua sede de sangue e quis ficar mais sério… Seguiram-se filmes como Seven, os sete pecados capitais e Bruxa de Blair com seus psicopatas e feiticeiros fantásticos nos assustando, sim, mas com muito sangue. E esses citados têm roteiros excelentes, diga-se de passagem. Porém, outros descambaram para somente o sangue. Tanto é que o termo thriller tem sido mais usado para esse gênero do que o antigo horror.

Mesmo na década de 80 tivemos, é claro, sempre um filme aqui e ali que tentava manter o horror num nível mais clássico, como a releitura de Drácula por Coppola, o Drácula de Bram Stoker ou Frankenstein de Mary Shelley por Kenneth Branaugh, mais tarde A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça de Tim Burton (aliás, um artista que ainda faz horror, além de reinventar o gótico!), e Uma Entrevista com o Vampiro dos irmãos Cohen. Todos apostaram na beleza plástica do horror, com mais suspense do que carnificina, com sangue , mas com um tom mais literário na narrativa. Porém, o engraçado é que críticos e uma parte do público acostumados já à carnificina foram duros com esses filmes, dizendo até que foram bregas ou coisa assim.

Com o açougue instalado, o cinema ocidental (mais o americano, de modo geral) entrou numa violência desenfreada em todos os gêneros, inclusive no horror. Algumas produções ditas de horror se concentram somente na emoção que a imagem causa, deixando de lado a estória que deveria ser narrada. Quando muito, se concentram em explicar tudo pela luz da sociopatia.
Personagens como o Jason de Sexta Feira 13 seriam na verdade resquício de um arauto da moral protestante americana. Os jovens que primeiramente eram mortos eram justamente aqueles que queriam somente fazer sexo no acampamento (ou casa de campo) e fumar maconha. Os jovens que sobravam para combater o capeta de máscara eram nada mais nada menos do que os certinhos, os bonzinhos que se mantinham puros, não fumavam e nem bebiam e iam cedo dormir em suas caminhas. A teoria é muito longa para se aprofundar aqui, mas dá para perceber que essas estórias são o reflexo de uma cultura arraigada nesses valores e que aparece refletido nos filmes.

Sei que, sob esse prisma, também filmes como Albergue e Jogos Mortais, por exemplo, refletem a mais nova paranóia americana: ser torturado, mutilado e totalmente aniquilado por alguém de outro país ou totalmente estranho (algo como pessoas do Oriente Médio?). Em Albergue as vítimas eram escolhidas para serem mutiladas num clube fechadíssimo de sádicos. A vítima mais cara e cobiçada eram os americanos! Jogos Mortais mostra o comandante da carnificina num lugar aparentemente sem recursos, mas capaz de destruir suas vítimas escondido e ainda fazer troça delas. Lembram de alguém parecido na vida real? Parecido com a antiga paranóia dos americanos contra os russos…

Mas voltando ao assunto do cinema asiático, esse horror mais clássico que vem resgatando o horror-susto, em que as imagens mostram mais fantasmas, espíritos, lodo, sujeira, vento, chuva, Lua e menos sangue. Mesmo quando mostram sangue só o fazem depois de muito susto, muito personagem aparecendo do nada, assustando a gente na cadeira. Na narrativa esses filmes têm se concentrado mais nas lendas antigas de uma região – alguns filmes coreanos e tailandeses, como a lenda de Mak e Nak, linda, triste e assustadora – ou em alterações visivelmente mentais dos personagens principais – como alguns japoneses – ou ainda em medos da infância ou perturbações mediúnicas.

Estão, sim, aproveitando uma parte do mercado voltada aos fenômenos mediúnicos tão em voga, inclusive em novelas e seriados americanos, mas também resgatam aquele medinho gostoso dos antigos filmes ocidentais de horror. Filmes como Almas desencarnadas e O espírito são verdadeiras teses sobre a mediunidade e nos fazem lembrar aquelas estórias que a gente contava uns para os outros quando éramos crianças. Visões e Água Negra são assustadores mesmo, mas também têm uma estória inteligente, intrigante e comovente com o apoio das imagens; unem mediunidade, abalos psicológicos e vida urbana.

Além de fazerem o mundo rodar, os filmes de horror asiáticos nos mostram em quê somos todos iguais, não somente no acesso aos recursos cinematográficos, ou vida urbanamente globalizada, mas também que o medo nos aflige é parecido em qualquer canto do mundo. Mostram também, através desses recursos, que podemos nos reconhecer e identificar numa cultura diferente, traços de rostos, corpos e vozes diferentes que nos levam a experimentar sensações familiares.

Como ser um atorzinho na Vida

Como ser um atorzinho na vida

Primeiro: Matricule-se num cursinho da moda. Vale tudo: interpretação pra tv com diretor famoso, técnicas psicobiofísicas do teatro contemporâneo, acrobacia aérea no teatro elisabetano e qualquer coisa que entre Nelson Rodrigues. O importante é ser cult e ser caro, muito caro.

Segundo: Frequente o Baixo Gávea, o Posto 9, Santa Teresa (morar lá então é o must), qualquer show de forró ou chorinho (que tá na modinha) e a Lapa dia de semana. Estar nestes lugares em dias e horas extravagantes é a grande dica.

Terceiro: Chegue sempre atrasado em qualquer compromisso. Diga que estava num ensaio e complete com frases do tipo: - Ai, minha vida está uma loucura...não tenho tido tempo pra nada!

Quarto: Tenha amigos em todo lugar. Talento não abre portas. Seja sempre conhecido de fulano, ex-namorado de sicrana ou sicrano, primo de beltrano ou cunhado da filha do irmão do padrinho de qualquer pessoa. Se for filho de alguém então, você está feito!


Quinto: Aceite qualquer trabalho para tirar o registro. Vale tudo: não importa o número de peças infantís retardadas que você fez, junte tudo num envelope bem bacana, anexe umas declarações de uns cursos que você nunca fez, mas conhece o cara que deu, e garanta o seu passaporte para o sucesso!

Sexto: Faça muito "Projeto Escola" canalha. Junte um grupinho e monte uma pecinha sobre drogas ou ensinando criança a escovar os dentes ou cuidar da mamãe natureza. Ganhe muito dinheiro com isto e diga a todos que você, pelo menos, tá fazendo teatro!!!

Sétimo: Guarde suas opiniões sempre para você (se é que você tem alguma). Ator tem que ser bonitinho, carismático, mudo, surdo, cego e burro.

Oitavo: Não fique indignado quando aparecer outros na sua frente iguais a você, tirando o seu espaço. Isto se chama inveja e é muito feio!

Nono: Idolatre tudo que estiver na mídia. E ponto.

Décimo: Faça o esforço que for para ser visto em estréias concorridas e diga que recebeu o convite da produção. Vá com uma roupa bem chamativa, mas mantenha um ar de despojado... Antes da peça começar, fale com todos os conhecidos que encontrar para denotar popularidade. Quando sentar na cadeira, estale o pescoço e gire os ombros. Ator vive se alongando!

Pronto. Você já é um ator! Todos já lhe notaram. Está preparado para ser um astro! Se Almodovar ainda não lhe colocou num filme, é porque não lhe conhece ainda!
Como quem é Almodovar??? Mulheres a beira de um ataque de nervos, Fale com ela...
Ah, deixa pra lá!!!

Atividade Paranormal

Não há muito o que falar de Atividade Paranormal (Paranormal Activity) como cinema. Realizado supostamente com ínfimos 15 mil dólares, o longa-metragem mais se assemelha a um vídeo caseiro de Youtube e incorpora a câmera de baixa qualidade, a iluminação tosca e os diálogos cotidianos em sua narrativa.

Diferente de um Distrito 9 ou Cloverfield, porém, que pegam esprestado a estética home made e a incham com efeitos especiais de primeira - usando a técnica em prol do realismo -, o paupérrimo Atividade Paranormal precisou se virar como pode, basicamente com insinuações e truques de câmera e áudio. É exatamente o que outro fenômeno de público, A Bruxa de Blair, já havia feito igualzinho dez anos atrás, em 1999.

O filme de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez funcionou por ser totalmente inesperado. A criação do estreante Oren Peli funciona porque ninguém se lembra mais direito de Bruxa de Blair (ou nem viu - os adolescentes de hoje eram crianças na época). As semelhanças entre os dois filmes, afinal, são gritantes demais para que Atividade Paranormal seja alardeado como o "terror da década", como exageram alguns. Para que a novidade perca força é só perceber, lá pela metade, que toda a tensão, toda a insinuação, não chegarão a lugar algum.

De qualquer maneira, o longa tem seus méritos. Quando surge, lá pela metade, um átomo de dramaturgia, com a chegada do estudioso de fenômenos paranormais (Mark Fredrichs), a história do casal assombrado por uma entidade fica mais interessante. O sujeito, afinal, é melhor ator que Katie Featherston e Micah Sloat, que vivem as estressadas vítimas do maligno gasparzinho.

As insinuações e o formato de vídeo amador, que o diretor emprega para justificar seu parco orçamento, são interessantes também aproximar o espectador do casal e Peli é feliz ao substituir cada pirotecnia ausente com ideias razoáveis - emplacando dois ou três bons sustos no meio. Afinal, fisicamente, seu monstro, se resume a pegadas em uma camada de talco e isso fez 120 milhões de dólares só nos Estados Unidos. A Johnson & Johnson deve estar orgulhosa.

Mas o cineasta estreante não merece créditos sozinho. Quando a Paramount Pictures comprou os direitos de distribuição nos Estados Unidos reeditou o filme, adicionou cenas novas, inverteu sequências e criou um novo final, devidamente aprovado em inúmeras sessões com audiências-teste. E contou com o apadrinhamento de ninguém menos que Steven Spielberg, que encontrou tempo até para viralizar o filme, dizendo que a porta de seu quarto foi inexplicavemente trancada pela "cópia assombrada" de Atividade Paranormal.

Esse orçamento todo, obviamente, deve ter superado os miseráveis 15 mil do longa original, 10 minutos maior, exibido apenas em festivais de cinema de gênero. O filme, aliás, já circulava esses eventos desde 2007 e apesar de ter agradado os fãs, ficou muito, muito longe do alarde que recebeu depois, com o apoio da máquina hollywoodiana.

É como na própria trama: quanto mais atenção você gera para o invisível incômodo, mais poderoso ele se torna. O demônio de Atividade Paranormal não é outro senão o do marketing